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51 33333294 - 91074429
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A oficina será uma "degustação" e introdução à tecnica da marchetaria. A partir de operações básicas de marchetaria, como cortar e juntar pedaços, e utilizando a régua, estilete e fita crepe, o participante irá criar padronagens geométricas abstratas onde as cores, texturas e nervuras das lâminas de madeira são valorizadas. Orientação de Danilo Blanco, artista plástico e professor.
A Galeria Lume abre a exposição O Acervo do Nu, com trabalhos dos fotógrafos Gabriel Wickbold e Gal Oppido, além do artista plástico Florian Raiss. Por meio de fotografias, esculturas e desenhos, a mostra apresenta algumas das mais diversas representações do corpo humano na arte contemporânea brasileira.
Entre as fotografias expostas, Gabriel Wickbold propõe a interação entre homem e natureza, em um ambiente onde o corpo se comporta meramente como base "limpa" ao inevitável domínio da natureza. Apesar da forte relação com a temática da influência humana sobre o ambiente, as questões fundamentais em suas obras são filosóficas, interiores. As imagens fazem referência à arte figurativa grega, em razão das cores, da força dos personagens e do realce à observação direta dos corpos.
Por sua vez, Gal Oppido investiga as ações da natureza como definidora da expressão corporal. O artista explora essas influências sobre o corpo e todas suas possibilidades. Nas obras expostas, Gal fotografa corpos que saem do seu contexto habitual e interagem com formas e objetos influenciados pela força da gravidade.
Já as esculturas de Florian Raiss dão forma a quadrúpedes, despertando um aprofundamento acerca do corpo e da dualidade da condição humana. A discussão suscitada em seu trabalho relaciona-se com a tese do ser humano em oposição ao seu "eu primitivo", aborda o domínio nos impulsos de nutrir os traços que o diferenciam do animal.
Historicamente, entre os séculos XVI e XVIII, a representação do nu, através de modelos vivos, está fortemente relacionada às escolas de arte, com o desenho técnico e os estudos de anatomia. A idéia da "beleza ideal" clássica começa a se incluir nesse contexto a partir do século XIX, principalmente em esculturas. Especialmente no Brasil, neste período, surgem as diversas percepções da figura do corpo nu, tanto mais abstratas como realistas.
Exposição: O Acervo do Nu
Curadoria: Paulo Kassab Jr.
Coordenação: Felipe Hegg
Período: 11 de julho a 9 de agosto de 2013
Local: Galeria LUME – www.galerialume.com
Rua Joaquim Floriano, 711 – 2º andar – Itaim Bibi – São Paulo, SP
Tel.: (11) 3704.6268
Horário: segunda a sexta das 10h às 20h
Número de obras: 16
Técnica: Fotografias, esculturas e desenhos
Dimensão: Variada
Preço: de R$ 9.000,00 a R$ 45.000,00
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A Galeria Gravura Brasileira apresenta a exposição:
"Scanner" de Edith Derdyk
abertura- 07/08/2013, quarta-feira, 19/22hs
A exposição SCANNER, da artista Edith Derdyk, apresenta 6 séries de obras inéditas na Galeria Gravura Brasileira.
A mostra SCANNER foca a construção de matrizes através do equipamento Scanner, matrizes passíveis de serem reproduzidas e impressas, trazendo uma pequena reflexão sobre a natureza da estampa, da imagem impressa, da reprodução das informações para dentro do universo da gravura. São linhas desenhadas sem terem sido desenhadas materialmente. São linhas de luz que existem no ar.
O título Scanner vem do equipamento. A artista apropriou-se do procedimento que varre uma imagem com feixe de luz e codifica suas características sob a forma de dados expressos no sistema binário (objeto ou pessoa que explora, escrutina, examina, percorre uma superfície)
Todos os trabalhos apresentados são imagens impressas cujas "matrizes" digitais são resultantes da captura da passagem do feixe de luz que percorre a tela transparente do equipamento. A "matriz digital" obtida reflete exatamente a passagem da luz que varre a tela aberta, sem tampa coberta, produzindo imagens cujo registro traduz a imaterialidade do caminho da luz no ar em formas de linhas. As linhas que surgem são as interrupções da luz dada a movimentação da mão da artista no ar, interrompendo o fluxo das radiações eletromagnéticas.
A mostra SCANNER foca a construção de matrizes através do equipamento Scanner, matrizes passíveis de serem reproduzidas e impressas, trazendo uma pequena reflexão sobre a natureza da estampa, da imagem impressa, da reprodução das informações para dentro do universo da gravura. São linhas desenhadas sem terem sido desenhadas materialmente. São linhas de luz que existem no ar.
As imagens obtidas serão a transcrição/decodificação da imagem "real" - no caso, a captura da passagem do feixe de luz e suas interrupções dada a movimentação da mão que interrompe este fluxo - através do sistema binário - zero e um - que é a base de todo sistema operacional da computação eletrônica digital. Aqui o sistema binário será então tratado como enunciado para compor e organizar as imagens obtidas por este procedimento.
Texto apresentação Galciani Neves (curadora e pesquisadora):
" O pensamento e o movente": prólogo ao que não se vê
Não há nada tão indiscernível quanto a qualidade do movimento. A palavra, ainda que se erga para tornar esse fugidio ao menos uma menção aos olhos, transtorna-se. Para descrevê-lo, se exibe nessa tentativa falha e exprime uma noção de movimento compartimentada em instantes. E movimento é transitoriedade. É um existir mutante em embate com o vazio, com a pausa, com o não querer (note a falha). Em Scanner, Edith Derdyk persegue esse infixável, convidando-o a existir em imagem. Como artifício, a artista projeta um paradoxo que indetermina e ao mesmo tempo possibilita modos de ser, planos e efeitos do movimento.
Nessa mostra, a artista problematiza os procedimentos da gravura: dispensa a matriz e o seu processo de construção referencial, lidando com o registro da imaterialidade do movimento. Em coreografias com as mãos forja anteparos cambiantes enquanto desenha fendas para que feixes de luz sejam varridos pela superfície vazia do scanner. E disso, visualidades de movimento. Linhas, capturas, passagens resultam do gesto e da luz, entre ver e deixar escapar. A mão dança, compete com a luz, e sobram índices desse movimento.
Assim, Edith despede-se dos cumes fixos dos quais se avista a criação artística – a ideia, o fazer, o fim atingido – para largar-se à mobilidade em sua continuidade processual indivisível. Flagra uma manufatura do mover como espectadora e autora de fluxos de ações, que desenrolam-se em seus próprios inacabamentos. Para tanto, nega os estágios curtos artificialmente compreendidos e organizados em acomodações de momentos no espaço: o mundo é aqui, o tempo é agora, o texto afirma isto. A radicalidade do estar em fluxo e a imprevisibilidade do arbítrio dos gestos figuram como exercícios para preencher o estado de ver/pensar/perceber o movimento. Tal como questiona Henri Bergson acerca do movente: "Como não será, então, se a ação for verdadeiramente livre, isto é, criada por inteira, tanto em seu desenho exte rior quanto em sua coloração interna, no momento em que se realiza?"
"Como zero e um, vazio e cheio, sim e não", diz a artista, desenhos do acaso são transcritos. Edith experimenta o sistema binário como enunciado, que decodifica seus fazeres e moveres, como imagens insistentes, registros que se querem ainda incalculáveis, pois são da ordem do movimento, quando tudo segue sendo. E segue em múltiplas poéticas: como ensaio, como cálculo, como probabilidade, como partitura, como diagrama e todas as variações e permutações de seus retratos – como desenho, como linha, como fotografia, como processo, como mapas, como notações e ainda livro e ainda movimento...
Galciani Neves
SERVIÇO:
ABERTURA
07 de agosto | quarta-feira | 19-22hs
GALERIA GRAVURA BRASILEIRA
Abertura- 07/08/2013, quarta-feira, de 19 às 22hs
Visitação- de 07 de agosto a 14 de setembro de 2013.
seg a sex- das 10h às 18h | sáb- das 11h às 13h
GRÁTIS
R. Dr. Franco da Rocha, 61 | Perdizes | f. 11 3624 9193 | 11 3624 0301
http://www.gravurabrasileira.com/exposicao-detalhes.asp?lang=pt&expoId=198
http://www.facebook.com/events/586595551372925/
mais informações com Eduardo Besen
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